terça-feira, 20 de outubro de 2009

Apresentação

Sabendo que a maioria daqueles que buscam o Ensino a Distância são adultos, a partir desse dado podemos pontuar quatro problemas no contexto da EAD atualmente:
1. Temos um grande investimento por parte das universidades em estrutura física e equipamentos, mas, apesar de termos professores altamente gabaritados, podemos dizer que eles se tornaram reféns de técnicos por não dominarem o uso das ferramentas?
2. Poderíamos concluir que as pós-graduações Stricto sensus ainda estão receosas em enveredar numa linha de pesquisa dedicada exclusivamente ao EAD?
3. Como se da o conhecimento em adultos?
4. Como poderíamos estabelecer um debate que busque um intercâmbio com a EAD?
Estes quatro pontos tem um ponto nodal: a formação dos docentes.
Certa vez Wilhelm Reich afirmou que quando ensinava, na verdade aprendia, isto marcou-me tanto que guardei sua fala até hoje. Mas o fato é que Holmberg tem razão ao afirmar que a “educação a distância emana das idéias básicas de que a aprendizagem pode ocorrer sem a presença do professor”.

Porém são idéias básicas, que ainda assim podem receber um primeiro “polimento” no debate on line com os colegas de EAD, e achar que o docente pode contribuir para esse “polimento”, isso seria simplesmente buscar uma relação hierárquica e verticalizada, guardando as devidas proporções. Isso acaba por vir na contra-mão da demanda do “novo aluno”. Que aluno é esse? A que demandas ele precisa atender? Ele seria fruto da chamada “modernidade Líquida” de Baumman
Como posso valorizar e reforçar o perfil do aluno que a EAD procura demonstrar? Primeiro, o professor não tem que ser um facilitador, muito pelo contrário, ele tem que ser um “problematizador”. Ao problematizar, ele facilita o processo de auto-produção do aluno, além de instigá-lo e valorizá-lo. A “maiêutica” ou “parturização das idéias”, o famoso processo de busca da verdade socrática •.
Para reforçar o poder e a importância do docente/tutor e o poder educacional da internet retorno a Gadotti que reproduzindo as palavras de Piaget afirmará, “Em favor da educação a distância com base na internet, está a tese de Piaget de que ‘a maior parte do que aprendemos o aprendemos por conta própria’”.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

EAD, porque o saber é livre!


Introdução
Milton Santos, talvez o nome mais respeitado da Geografia no Brasil, afirmara[1]:
“(...) as relações do Homem com a Natureza passam por uma reviravolta, graças aos formidáveis meios colocados à disposição do primeiro. Houve mudanças qualitativas surpreendentes, a mais notável das quais foi a possibilidade de tudo conhecer e tudo utilizar em escala planetária, desde então convertida no quadro das relações sociais”.
Deve-se ter em mente que a maioria das questões colocadas para os problemas didáticos/metodológicos para a pedagogia no que se refere a educação formal, ou não foram respondidas ou estão em conflito com as demandas político-mercadológicas. Pierre Lévy afirmara que “o que deve ser aprendido não pode mais ser planejado, nem precisamente definido de maneira antecipada [2], mas pode e deve ser pensado.


[1] SANTOS, Milton. Metamorfoses do Espaço Habitado. São Paulo 1988.
[2] LEVY, Pierre. Educação e cybercultura.